7 de julho de 2009

just call my name and i'll be there

Hoje eu achei que não ia fazer nada. O típico dia de moscar, sabe? Ficar olhando pro teto, trocando os canais da televisão em tempo ritmado, sem nem dar tempo de ver o que realmente tava passando por lá. Achei que seria o dia do nada, definitivamente. Sem fazer nada, sem ver nada, sem ouvir nada, sem aprender nada. Bom, não foi bem assim. Hoje eu aprendi o quanto algumas coisas são mega importantes. Mas principalmente aprendi como a gente da valor pra elas somente quando elas se perdem pelo infinito tão desconhecido. Eu vi como eh interessante quantas coisas que as pessoas podem ser. Com eh fácil imaginar as infinitas caras que apenas uma única pessoa pode ter. Pra quem acha que eu to falando do Michael Jackson, acertou. Eu sei, falar dele não me parece muito original. Dizer que ele era um puta cara bom não eh original. Lembrar das musicas e das dancinhas dele também não eh original. Dizer que o gritinho dele eh inconfundível, as roupas extravagantes e que ele inventou moda no mundo inteiro também não eh novidade. Dizer que ele era uma marketeiro de primeira também não eh novidade. Falar das desavenças e ate do lado negativo dele não eh novidade. Todo mundo conhece, acho difícil alguém nunca ter ouvido falar. Quantas pessoas eu já ouvi, desde o dia 25, dizendo “nooossa essa musica eh dele?”. Eh incrível onde ele chegou, como e de que jeito. Sempre estourando em todas as paradas musicais. Vai, eu estaria mentindo se dissesse que sou fã. Mal conheço o trabalho dele, não entendo o que ele fala e nunca vi nada de muito genial nas coisas que ele fez, ate hoje. Hoje eu vi. Vi o que ele tinha por trás de tudo o que ele dizia que tinha. Vi gente falsa dizendo que amava ele, e vi  filha dizendo que a única coisa que ela queria dizer era que amava ele. Vi gente que eu odeio cantando pra ele, e ate que achei bonito. Eu vi o velório dele inteirinho, sem piscar. Eu realmente acredito na dor dos irmãos, dos amigos, da família. Acho que por maiores que sejam as desavenças, a família sempre sente uma perda dessas. Pelo menos eu acho que sente. Não se ate onde foi mais uma vez o famoso marketing, ou foi um desejo dele, ou da família. Não sei ate onde foi importante e não sei ate que ponto chegou o amor e começou a oportunidade. Eu não sei. Não sei quem são os amigos íntimos de verdade e isso eu nunca vou saber. Mas hoje eu fiquei pensando em se caso fossem os amigos de verdade, e caso o que eles falaram fossem realmente do coração, em como ele era foda. Com o perdão da palavra. Mas as coisas que ele fez, que ele escreveu. As atitudes dele. Sempre metido em coisas boas, que faziam o bem pro próximo e ao meu ver eh isso que importa. Se eh gay ou não, se tem vitiligo ou não, gente.. isso não me importa. Esses dias cheguei a duvidar das acusações contra ele. Pode parecer besta e pode ter sido completamente influenciado pela bondade estampada na televisão, porem, não acho que nenhuma mãe faria algum acordo por 40 mil dólares com o cara que abusou sexualmente do seu filho. Acho que nem Neverland pagaria isso. Tem os críticos que vêem o lado de que se ele pagou esse dinheiro todo eh porque deve. Mas pensando no assunto, sou a favor da conclusão que eu cheguei. Ela queria dinheiro, então eh de dinheiro que vamos falar. E o que isso muda agora, ne? Ele morreu. Morreu e continua sendo idolatrado. Todos os canais passando Thriller, Black or White e a vida dele toda, ou seria a carreira toda? A vida dele foi um mistério e ate o final do velório eu fiquei duvidando de muita coisa. Fiquei questionando muita coisa. Fiquei imaginando se aquilo tudo não passava de mais um show, mais um espetáculo e mais um acontecimento estrondoso, como todos os que envolvia o nome Michael Jackson. A pulga atrás da minha orelha me incomodou o velório inteiro, ate a Paris, filha dele pegar o microfone e dizer “Desde que eu nasci, o meu pai foi o melhor pai do mundo.. e eu soh queria dizer que eu te amo..”

Mais ou menos assim..

E foi nessa hora, gente, que eu não me importei com musica, com boatos, com historia, com dancinhas, com gritinhos e com mais nada. Não me importou mais se o que diziam era verdade ou se tavam fazendo como sempre fazem, tornando alguém que morreu um anjo, um Deus, uma pessoa que não peca e que não comete erros. Nessa hora eu na senti pelo ídolo Michael Jackson, nem pelo príncipe, nem pelo cavalheiro, pelo polemico, pelo musico ou dançarino. Eu senti pela Paris, a filha que perdeu o pai perfeito, por mais imperfeito que alguém já tenha quisto que ele fosse.

 

Descanse em paz, pai do Prince Michael, da Paris Katharine e do Prince Michael II.


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