4 de março de 2009

Eu sei que de tempos em tempos a minha vontade de colocar tudo pra fora se intensifica e eu venho aqui e escrevo tudo o que se passou desde a ultima vez que eu tive esses surtos.
Só que agora tá um pouco diferente. Não por falta do que pensar e sobre o que escrever. Justamente o contrário. É muita coisa ao mesmo tempo. Tudo, que vira um nada e acaba ficando pra depois. E depois eu esqueço. E aí, já viu, né?

Faz uns 25 minutos que eu viajei, bastante. No meio de um almoço normal, como todos os dias, me peguei olhando pro nada e pensando em tudo. Em tudo mesmo. Pessoas, amigos, "inimigos", situações, desafios, escolhas, derrotas, conquistas, medos, receios, coragens, enfim, exatamente tudo. Me arrependi mais uma vez de ter deixado algumas coisas morrerem no passado e me deu uma vontade louca de escrever.
Acho que é uma fuga, ou até um jeito de trazer o que eu já não tenho, pra perto de mim.
E é isso que eu fiz, faço, e vou fazer, até que eu aprenda que a vida dá voltas e mais voltas, que o tempo não para, que os destinos seguem, distintos ou não.

Meus amigos me fazem falta, mas dois, muito mais em especial.
Era pra sermos só nós a vida toda. Acho uma droga que não tenha sido assim.
Eu queria ela pra mim, de verdade, e não acredito que eu já tenha tido duvida sobre isso.
Cara, a cada dia que passa, eu tenho mais certeza de quão perfeita ela é.
Sinto vontade de ficar aqui escrevendo eternamente, mas ao mesmo tempo me bate um receio, um medo de parecer um jeito de chamar atenção. E eu me calo, mais uma, das 5 mil vezes. Mas tudo bem, cinco mil e uma.
Quanto à ele, tô pra conhecer amigo igual. Alguém que pense e fale como ele, alguém que sorri e faz a gente sorrir como ele. Aquela calça larga, manchada por causa da corrente da carteira. Aquele boné preto, a mania de escrever na carteira, de falar de tudo o que tá pensando, mas mais do que isso, falar sobre o que tá sentindo por tá pensando aquilo.
Bom, pra eles isso não é complicado de entender. Pra gente não é, né?

Segue então, mais um desabafo. Acho que vou ter que trocar o nome do blog pra desabafos.

Andei, na minha imaginação serena, e encontrei nas pedras os nossos mandamentos. Sabe-se lá há quantos milhares de anos aquilo já resistiu. Eu sinto como se não tivesse tempo pra te dizer tudo o que eu penso. Mas eu sei que só você pode me entender.
Perdi as contas de quantas vezes acordei assustado e no meio da noite subi as escadas pra olhar pro céu. Eu queria me transportar pra bem perto de você.
Eu queria contar as estrelas e falar aquelas frases manjadas que você já cansou de ouvir. Seus olhos sempre brilhavam quando me ouvia falar. Sua boca sempre sorria quando me via chegar. Seus pensamentos sempre me alcançavam antes de serem colocados pra fora. Você me ouvia, só escutando as batidas do meu coração. Eu tenho saudade disso. Saudade de ter compromisso, de querer ter e lutar pra ouvir o seu sim. Sinto saudade de quanto eu penei pra te conquistar. Tentei ver do seu jeito, que muito me ajudou, mas não calou meu coração. Não lamento ter perdido, apenas "agradeço à Deus por ter tido alguma vez na vida". E foi mágico. Foi perfeito, como se tivesse sido escrito esse roteiro pra nós dois.
Não consigo pensar em mais nada e nem ninguém. Não consigo desistir de nada por alguém, mas por você eu até penso nisso. Sabe.. Eu lutaria tudo de novo, eu escutaria tudo de novo, e viveria tudo de novo mesmo se soubesse que não teria jeito de não te perder. Só pra te ter mais um pouco por perto. Cara, eu detesto apertar a mesma tecla, mas eu parei em um ponto e não consigo seguir. Eu amo você.
Eu sempre senti necessidade de falar com você e de você o tempo inteiro. Eu só nunca quis te dizer, e ainda não quero. Eu nunca quis esperar, mas eu ainda espero.
Ainda me sinto vivo quando alguém em diz que não acha que já chegou o ponto final.
Eu insisto em falar aos quatro ventos que eu morri, e quero continuar a 7 palmos, quero esperar a próxima chance de arrumar.
Como eu queria saber tudo o que eu sei hoje. Queria escutar melhor o que vem de dentro. Queria saber, e ter a certeza que eu tenho de que nada é em vão. Queria ter essa visão de vida. De saber que nada do que eu tenha passado, não tenha sido aceito por mim.
Eu sei que eu vim aqui pra ser feliz, mas nada, absolutamente nada ainda me fez feliz como um dia você fez...
E é verdade,
eu não tinha como saber o que é felicidade
sem nunca ter tido a chance de te conhecer.

Não acabei, mas não quero continuar. Não agora.. não aqui..

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