Eu vim de um lugar que eu não sei onde é e nem se ainda existe. Na verdade isso nem importa tanto assim. Sei que esse lugar me trouxe várias maneiras de encarar a vida e as situações. Toda vez que lembro dele, consigo ver além do que realmente foi. Não sei se você acredita nisso, mas eu acho que o ambiente se faz com o material e com o emocional. Às vezes eu acordo e sinto o cheiro daquele lugar. Na verdade eu nem lembro do cheiro dele, mas toda vez que eu sinto eu sei que é de lá. Outras vezes me vêm versos na cabeça, que eu sei que já pensei quando ainda morava naquele lugar. Eu lembro de quando a noite era a minha companheira e que era o Sol nascente que me fazia apagar. Não sei se eu sinto saudades ou se eu sinto falta daquele lugar. Mas eu sinto o cheiro dele independente de onde eu vá. O tempo passava bem mais devagar e as coisas pra se fazer eram quase extintas. Mas isso nunca foi problema, lá todo mundo era assim. Acorda, estuda, dorme, acorda, vai passear, senta embaixo da ponte, no shopping, no mercado, toma uma cervejinha uma vez ou outra e coisa e tal. Conta uma piada... Ah, as piadas... Por incrível que pareça, eram diferentes. A gente ria de coisas que hoje eu nem sei se ainda tem graça. Deve ter dentro do bolso, da mochila (uma velha companheira).
Eu vim de um lugar que eu não sei onde é e nem se ele ainda existe. Mas sei que ele existiu e sinto que ainda ta tatuado na minha carne. Ao estilo primórdio de ser. Com prego, um martelo, e uma fogueira pra cauterizar. Eu sei que ouvindo assim parece loucura, parece que dói. Não vou mentir dizendo que não dói. Dói. Mas marcou e não existe plástica que vá desmarcar.
Eu vim de um lugar onde os sonhos parecem estar bem longe, e quando não estão, dão um nó na sua cabeça. Não sei se você conhece, ou se sabe como isso acontece. As coisas pareciam mudar na velocidade da luz, mas em direção contrária. O dia não passava, a não ser quando eu tava com quem eu queria ta. Hoje eu sinto que me faltam segundos, minutos, dias, horas, sei lá. Eu sinto que deixei ir embora muito tempo que eu podia aproveitar. Mas agora...
Agora já passou. Correr atrás do tempo perdido? Não acredito nisso. O tempo se perdeu. Cabe a nós encontrarmos um novo tempo, uma nova oportunidade, nova escolha, caminhos, derrotas, conquistas, fracassos, aprendizados...
To quase lá. Não naquele lugar, mas quase lá. Eu vim de um lugar que eu nem sei onde é ou se ainda existe. Um lugar que eu tenho comigo, um mapa tatuado na carne. Sim, ao estilo primórdio de ser. Cauterizado com fogo, marcado com ferro. Desenhado na alma, na palma da mão, e no coração.
Eu vim de um lugar que eu não sei onde é e nem se ele ainda existe. Mas sei que ele existiu e sinto que ainda ta tatuado na minha carne. Ao estilo primórdio de ser. Com prego, um martelo, e uma fogueira pra cauterizar. Eu sei que ouvindo assim parece loucura, parece que dói. Não vou mentir dizendo que não dói. Dói. Mas marcou e não existe plástica que vá desmarcar.
Eu vim de um lugar onde os sonhos parecem estar bem longe, e quando não estão, dão um nó na sua cabeça. Não sei se você conhece, ou se sabe como isso acontece. As coisas pareciam mudar na velocidade da luz, mas em direção contrária. O dia não passava, a não ser quando eu tava com quem eu queria ta. Hoje eu sinto que me faltam segundos, minutos, dias, horas, sei lá. Eu sinto que deixei ir embora muito tempo que eu podia aproveitar. Mas agora...
Agora já passou. Correr atrás do tempo perdido? Não acredito nisso. O tempo se perdeu. Cabe a nós encontrarmos um novo tempo, uma nova oportunidade, nova escolha, caminhos, derrotas, conquistas, fracassos, aprendizados...
To quase lá. Não naquele lugar, mas quase lá. Eu vim de um lugar que eu nem sei onde é ou se ainda existe. Um lugar que eu tenho comigo, um mapa tatuado na carne. Sim, ao estilo primórdio de ser. Cauterizado com fogo, marcado com ferro. Desenhado na alma, na palma da mão, e no coração.
Nenhum comentário:
Postar um comentário